Representantes do agronegócio brasileiro realizam missão na Europa para garantir o reconhecimento de mecanismos de controle ambiental e evitar barreiras à exportação de soja e farelo, impactando diretamente o setor produtivo regional.
A menos de dois meses da entrada em aplicação das novas exigências ambientais da União Europeia, representantes do agronegócio brasileiro intensificaram uma missão diplomática e comercial no continente europeu. O objetivo central é evitar que as novas normas se transformem em barreiras rígidas às exportações brasileiras de soja e farelo, um tema de extrema relevância econômica para produtores rurais de Toledo e de todo o Oeste Paranaense, região que se destaca pela alta produtividade e forte vocação exportadora.
A comitiva brasileira é formada por lideranças do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) e da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). A agenda de encontros passa por países estratégicos como França, Alemanha, Holanda e Bélgica, onde são debatidos os impactos do Regulamento Europeu de Produtos Livres de Desmatamento (EUDR). A legislação determina que produtos como soja, carne bovina e café só podem entrar no mercado europeu mediante a comprovação de que não tiveram origem em áreas desmatadas após 31 de dezembro de 2020, mesmo nos casos de desmatamento legal.
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