Apresentação de contas da Secretaria de Saúde de Toledo revela que o município arca com 76,40% dos recursos da pasta e 43,3% do custeio hospitalar, gerando alerta do Conselho Municipal.
A Secretaria Municipal de Saúde de Toledo apresentou, em audiência pública realizada na Câmara de Toledo, os números oficiais referentes ao segundo quadrimestre de 2026. O encontro, promovido pela Comissão de Seguridade Social e Cidadania e presidido pela vereadora Olinda Fiorentin, detalhou que as receitas totais da pasta até o mês de agosto somaram R$ 215.519.485,56. Desse montante expressivo, o esforço do governo local é evidente: 76,40% dos recursos (equivalentes a R$ 164.660.982,81) tiveram origem estritamente municipal, superando com folga o mínimo constitucional de 15% e atingindo a marca de 31,37% de aplicação de receitas livres na área.
Apesar do volume robusto de investimentos — que resultou em um patamar histórico de R$ 1.155,55 por habitante nos primeiros oito meses de 2026 —, a prestação de contas acendeu um alerta vermelho no cenário político e administrativo local. O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Jairo Marcos Zschornack, chamou atenção para a disparidade no financiamento tripartite do Sistema Único de Saúde (SUS). Enquanto a União participou com 19,17% (R$ 41.322.048,38) e o Estado com apenas 2,82% (R$ 6.072.758,71), o município de Toledo acabou assumindo sozinho 43,3% de todo o custeio hospitalar, um peso desproporcional sobre os cofres públicos locais.
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