O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (5) em meio a uma profunda crise política e bancária desencadeada pela dissolução do Banco Ueno. A decisão ocorre enquanto o Congresso avaliava o processo de impeachment.
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou nesta quinta-feira (5) a sua renúncia ao cargo máximo do Executivo paraguaio. A decisão drástica ocorre em meio ao avanço de um pedido de impeachment no Congresso Nacional e reflete os desdobramentos de uma grave crise política e bancária que abala o país vizinho, com reflexos diretos na economia e nas relações comerciais fronteiriças com o Oeste Paranaense. Em pronunciamento oficial divulgado por meio de suas redes sociais, Peña justificou o ato como uma medida em prol da estabilidade nacional, da paz social e da preservação das instituições democráticas, agindo em conformidade com a Constituição paraguaia.
A instabilidade política escalou rapidamente após a dissolução do Banco Ueno — considerado o maior banco digital do Paraguai —, determinada pelo Banco Central do Paraguai (BCP) em 3 de novembro, sob a alegação de insolvência financeira. A queda da instituição atingiu diretamente a imagem de Peña, economista de formação que foi acionista da Ueno Holding até março de 2025. O abalo sistêmico também provocou a queda do presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, que havia presidido o banco digital anteriormente. Diante da crise, um grupo de 35 deputados protocolou o pedido de impeachment, angariando apoio inclusive de parlamentares da base governista, o que levou a Câmara dos Deputados a aprovar a abertura do processo de impedimento.
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