Novo acordo internacional garante oferta de fertilizantes para a próxima safra brasileira, mas produtores de Toledo e região ainda enfrentam custos elevados e margens apertadas.
O início da safra 2026/27 no Brasil e na região de Toledo (PR) está garantido sem riscos imediatos de desabastecimento de fertilizantes, conforme avaliação apresentada pelo governo federal durante o 15º Congresso Brasileiro do Algodão, em Belo Horizonte. Apesar da projeção de queda nas importações e das constantes tensões que afetam o comércio internacional, a oferta nacional deverá ser sustentada por estoques estratégicos formados ao longo do ano, pela diversificação de fornecedores globais e, principalmente, por um novo acordo comercial que assegura milhões de toneladas de insumos fosfatados vindos do Marrocos.
No entanto, a garantia de disponibilidade física do produto não resolve o principal desafio enfrentado pelos agricultores paranaenses: os preços elevados dos adubos e a expressiva piora na relação de troca com a produção. As projeções indicam que as importações brasileiras fiquem entre 40 milhões e 41 milhões de toneladas em 2026, representando uma retração de até 12% em comparação às 45,5 milhões de toneladas registradas no ano anterior. Essa diminuição nos volumes ocorre justamente em um momento de expansão da atividade agrícola, com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimando que a área plantada de grãos no país alcance 85,3 milhões de hectares, um crescimento de 2,2% sobre o ciclo passado.
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