O mundo caminha para o maior déficit de milho em mais de três décadas, com o consumo previsto para superar a produção em quase 30 milhões de toneladas na safra 2026/2027. O Brasil desponta como peça-chave nesta nova conjuntura do mercado de grãos.
A demanda global por milho, um grão fundamental na dieta humana e animal, além de ser um insumo vital para a produção de etanol, poderá superar a oferta em aproximadamente 30 milhões de toneladas na safra de 2026/2027. Essa projeção, divulgada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), sinaliza o que pode ser o maior déficit entre produção e consumo em mais de 30 anos. A redução contínua dos estoques mundiais de milho é atribuída, em grande parte, à crescente conversão do grão em etanol e à expansão do consumo global deste biocombustível. Nesse contexto, o Brasil, com sua expressiva produção agrícola, assume um papel decisivo na estabilização do mercado internacional.
O cenário de déficit iminente não se deve a uma quebra generalizada na produção, mas sim a uma dinâmica onde o consumo avança em ritmo mais acelerado que a oferta. Embora os Estados Unidos mantenham uma produção robusta e o Brasil almeje uma safra recorde, a demanda crescente, impulsionada pela indústria de etanol, tem reduzido a margem de segurança dos estoques globais. A atualização mais recente do USDA, de 18 de setembro, já indicava um aperto no mercado, com cortes nas projeções de produção mundial de grãos forrageiros e, especificamente, de milho. A produção fora dos EUA também sofreu reduções, com a Índia respondendo pela maior queda entre os produtores globais.
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