Setembro registrou quatro eventos climáticos severos no Paraná, exigindo a substituição de 2 mil postes, torres de alta tensão e 113 km de redes pela Copel.
O mês de setembro entrou para a história climática recente do Paraná como um dos períodos mais desafiadores para a infraestrutura elétrica do Estado. Sequências de eventos severos, impulsionados pelos reflexos do fenômeno global Super El Niño — que aquece de forma anômala as águas superficiais do Oceano Pacífico —, resultaram em ventos superiores a 100 km/h, volumes recordes de precipitação, queda expressiva de granizo e a confirmação de três tornados pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Diante deste cenário de destruição generalizada, as equipes técnicas da Companhia Paranaense de Energia (Copel) precisaram atuar incansavelmente para reestabelecer o fornecimento de energia aos consumidores afetados em todas as regiões paranaenses, incluindo os impactos sentidos por moradores e pelo setor produtivo da região de Toledo e do Oeste do Estado.
O balanço oficial divulgado pela concessionária revela a dimensão dos estragos provocados pela instabilidade climática ao longo de trinta dias: foram substituídos 2.061 postes danificados, seis torres de alta tensão e 113 quilômetros de cabeamento que haviam se rompido com a força das rajadas de vento e queda de árvores. Além disso, inúmeros transformadores e equipamentos avariados precisaram de troca emergencial. As seis estruturas de alta tensão de 138 mil volts que vieram abaixo estavam cravadas nas regiões Noroeste, Sudoeste, Vale do Ivaí e Campos Gerais, exigindo manobras complexas de engenharia para a reconstrução das linhas de distribuição ancoradas.
Notícias policiais, acidentes nas rodovias, previsão do tempo, cotações agrícolas e vagas de emprego atualizadas.