Após dois meses de queda, o custo dos alimentos voltou a subir em Toledo, impulsionado pela alta expressiva da carne e do tomate. O levantamento da Unioeste revela que a cesta familiar agora compromete 138% do salário mínimo líquido.
O cenário econômico para os consumidores de Toledo e do Oeste Paranaense apresentou um novo desafio no mês de agosto. Após dois meses consecutivos de alívio nos preços, o custo da cesta básica de alimentos voltou a subir no município, registrando uma alta de 4,30%. De acordo com o monitoramento detalhado realizado pelo Núcleo de Desenvolvimento Regional (NDR) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Toledo, o valor da cesta individual saltou de R$ 661,35 em julho para R$ 689,80 em agosto. O levantamento, realizado em parceria com a Prefeitura de Toledo, é um termômetro vital para entender o poder de compra da classe trabalhadora local.
A análise técnica aponta que o tomate e a carne bovina foram os principais responsáveis por pressionar a inflação dos alimentos no período. O tomate liderou a variação percentual com um salto de 12,13%, passando a custar, em média, R$ 6,75 o quilo, reflexo direto de uma redução na oferta do produto no mercado nacional. Já a carne, item de maior peso no orçamento das famílias toledanas, subiu 8,22%, atingindo o preço médio de R$ 47,43 por quilo. Dos 13 itens essenciais pesquisados, nove apresentaram encarecimento, incluindo produtos básicos como arroz (5,28%), açúcar (4,21%), leite (3,16%) e óleo de soja (2,20%), evidenciando uma pressão generalizada nas gôndolas dos supermercados da região.
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