Preços de hortifrútis recuam nas Ceasas: Alface, cebola e batata apresentam queda superior a 10%
Levantamento da Conab aponta redução nos preços de itens básicos como batata e cebola nas principais centrais de abastecimento do país. O cenário reflete ajustes na oferta e estabilização da produção de inverno.

O 9º Boletim Hortigranjeiro, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira (22), trouxe um alívio para o bolso do consumidor brasileiro. Dados apurados em agosto mostram que os preços de itens essenciais, como alface, cebola, batata e mamão, registraram uma redução média superior a 10% nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) monitoradas pelo órgão em todo o território nacional.
A batata, que vinha de uma sequência de altas desde fevereiro, apresentou recuo em todas as unidades analisadas, fechando o mês com queda de 11,6% na média ponderada e valor de R$ 2,63 por quilo. Destaque para o desempenho em Curitiba (PR), que registrou uma das maiores reduções do país, com queda de 22,83%. Paralelamente, a cebola também ficou mais barata em nove das dez Ceasas pesquisadas, impulsionada pelo aumento das remessas vindas de Minas Gerais e São Paulo, com queda de 17,32% no entreposto paranaense.
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No setor de hortaliças, a alface apresentou redução em seis capitais, com a oferta da safra de inverno demonstrando resiliência frente às variações climáticas. Enquanto isso, o tomate seguiu na contramão, sendo a única hortaliça com valorização média de 18,13%, influenciada pela redução na oferta após o pico da safra de julho e por condições meteorológicas que alteraram o ciclo de maturação dos frutos. No segmento de frutas, o balanço da Conab foi positivo, com um crescimento de 4,5% na comercialização total nas Ceasas.
Para os moradores de Toledo e região, o acompanhamento desses índices é fundamental, uma vez que a dinâmica das grandes centrais de abastecimento impacta diretamente o custo de vida local e o preço final praticado nos supermercados e feiras do Oeste Paranaense. Embora os preços atuais ainda estejam em patamares superiores aos de 2025 — reflexo de estratégias de controle de oferta pelos produtores —, a tendência de queda em itens básicos sinaliza uma estabilização necessária para o planejamento do orçamento das famílias toledanas.
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