Prefeitura de Toledo Apresenta Metas Fiscais de 2026 e Destaca Equilíbrio Orçamentário
Câmara de Vereadores de Toledo sediou audiência pública para prestação de contas do segundo quadrimestre de 2026, apontando alta na arrecadação e desafios na gestão municipal.

O Plenário da Câmara de Vereadores de Toledo foi palco, na manhã desta quarta-feira (23), de uma audiência pública organizada pela Comissão de Finanças e Orçamento (CFO) para a apresentação do relatório de cumprimento das metas fiscais do Poder Executivo referente ao segundo quadrimestre de 2026. A prestação de contas, exigida pelo artigo 9º, § 4º, da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000), teve transmissão ao vivo pelo canal oficial do Legislativo Municipal no YouTube, garantindo ampla visibilidade à comunidade de Toledo e do Oeste Paranaense.
Antes da explanação técnica dos números, o prefeito Mario Costenaro fez um pronunciamento destacando as principais realizações da administração municipal ao longo de 2026 e listando obras em andamento e em processo de licitação. O gestor chamou atenção para a mudança no comportamento das receitas municipais, apontando que a curva antes fortemente ascendente sofreu estagnação. Costenaro ressaltou ainda o impacto do crescimento populacional — que registrou alta de 21% nos últimos 10 anos em Toledo —, frisando a necessidade de planejamento rigoroso em obras de infraestrutura e programas sociais para absorver tal desenvolvimento com total equilíbrio fiscal.
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Como principal novidade desta edição, a audiência iniciou com uma prestação de contas detalhada das receitas e despesas da própria Câmara de Vereadores, apresentada pelo controlador interno da Casa de Leis, David Calça. Na sequência, o secretário da Fazenda, Balnei Lourenço Rotta, e o diretor de Planejamento Orçamentário, Marcos Antônio Baccan, detalharam os indicadores financeiros, contando com o assessoramento da titular do Controle Interno, Misa Giane Avanci, e do diretor de Contabilidade, Milton Endler. Nos primeiros oito meses de 2026, a arrecadação municipal atingiu R$ 698,894 milhões (alta de 12,08% frente a 2025), enquanto as despesas empenhadas chegaram a R$ 724,465 milhões (avanço de 14,45%), resultando em uma disponibilidade líquida de R$ 97,497 milhões.
O relatório financeiro também destacou os investimentos constitucionais, que alcançaram 23,21% das receitas correntes líquidas em Educação e 31,37% em Saúde entre maio e agosto de 2026, além do aumento das despesas de pessoal para 49,85%. No tocante ao endividamento, a equipe técnica informou que o passivo em precatórios foi reduzido de R$ 132,235 milhões (saldo em 31 de dezembro de 2025) para R$ 118,735 milhões, após o pagamento de R$ 13,5 milhões ao longo de 2026, evidenciando o compromisso da gestão com a transparência e a responsabilidade fiscal no município.
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