Esquema em Cascavel: Terceirizados da Receita Federal são investigados por desvio de iPhones 17 apreendidos no Oeste
A Polícia Federal investiga quatro funcionários terceirizados suspeitos de subtrair aparelhos iPhone 17 de cargas apreendidas no Oeste do Paraná. O esquema foi descoberto após a Receita Federal identificar divergências no inventário de mercadorias destinadas ao depósito de Cascavel.

A Polícia Federal (PF), em uma ação conjunta com a Receita Federal, iniciou uma investigação rigorosa para apurar o desvio de aparelhos iPhone 17 que haviam sido apreendidos em operações de fiscalização no Oeste do Paraná. O caso envolve quatro funcionários terceirizados que atuavam no suporte logístico e na segurança patrimonial do órgão em Cascavel. A suspeita é de que o grupo tenha se aproveitado do acesso privilegiado às mercadorias para subtrair os eletrônicos de alto valor antes que estes fossem devidamente processados e armazenados no depósito oficial da instituição.
A irregularidade foi detectada após servidores de carreira da Receita Federal notarem uma discrepância significativa entre a quantidade de aparelhos celulares declarada pelo condutor do veículo apreendido e o volume efetivamente entregue para conferência. Diante da suspeita de crime interno, a equipe de inteligência do órgão analisou minuciosamente as imagens das câmeras de monitoramento. Os registros visuais revelaram uma manobra coordenada: dois funcionários responsáveis pela conferência deixavam propositalmente parte dos aparelhos escondida dentro dos veículos apreendidos, em vez de catalogá-los com o restante da carga. Posteriormente, outros dois trabalhadores da vigilância patrimonial retiravam os iPhones dos carros, completando o desvio físico dos bens.
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Imediatamente após a constatação do crime por meio das imagens, a Receita Federal comunicou o fato à Polícia Federal para a abertura de um inquérito policial. A PF já identificou os quatro suspeitos, ressaltando que nenhum deles pertence ao quadro de servidores públicos efetivos do órgão, tratando-se exclusivamente de mão de obra terceirizada contratada para serviços de apoio e movimentação de mercadorias. Os envolvidos agora enfrentam investigações que podem resultar em graves sanções criminais, enquanto as autoridades buscam determinar se houve a participação de mais pessoas e para onde os aparelhos foram encaminhados.
O episódio gera um alerta sobre a segurança nos depósitos de mercadorias apreendidas no corredor da fronteira, especialmente em Cascavel, que atua como o principal hub logístico para o material confiscado em cidades como Toledo e Foz do Iguaçu. Para a comunidade do Oeste paranaense, o caso reforça a importância da vigilância sobre o patrimônio apreendido, uma vez que o desvio desses produtos alimenta o mercado ilegal e prejudica a integridade das operações de combate ao descaminho, que são vitais para a economia e a arrecadação tributária da nossa região.
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