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Economia & Negócios3 min de leitura

Cesta básica volta a subir em Toledo e consome mais que o salário mínimo em agosto

Após dois meses de queda, a cesta básica em Toledo encareceu 4,30% em agosto, impulsionada pelos preços da carne e do tomate, segundo levantamento da Unioeste.

Redação Gazeta e Região21 de Setembro de 2026
Cesta básica volta a subir em Toledo e consome mais que o salário mínimo em agosto

Após duas quedas consecutivas nos meses anteriores, o custo da cesta básica de alimentos em Toledo voltou a registrar alta no mês de agosto, conforme aponta a pesquisa mensal desenvolvida pelo Núcleo de Desenvolvimento Regional (NDR) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Toledo, em parceria com a Prefeitura de Toledo. O levantamento indica que o valor da cesta individual passou de R$ 661,35 em julho para R$ 689,80 em agosto, representando um acréscimo expressivo de 4,30%. Dos 13 itens essenciais que compõem o grupo de consumo, nove apresentaram encarecimento, enquanto apenas quatro registraram retração em seus preços médios.

Entre os produtos que pesaram mais no bolso do consumidor toledano, o tomate liderou a alta percentual com um reajuste de 12,13%, fazendo o quilo saltar de R$ 6,02 para R$ 6,75, variação associada à menor oferta do fruto no mercado. No entanto, o principal impacto financeiro adveio da carne bovina, que encareceu 8,22% e elevou o preço médio do quilo de R$ 43,83 para R$ 47,43. Devido ao seu elevado peso na composição total dos gastos alimentares, a carne foi o item que mais influenciou na alta do índice geral. Outros gêneros de primeira necessidade também registraram majorações, como arroz (5,28%), açúcar (4,21%), leite (3,16%), óleo de soja (2,20%), banana (1,93%), farinha de trigo (0,72%) e o pão francês (0,39%).

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Na contramão do cenário inflacionário do mês, a batata proporcionou alívio temporário ao consumidor ao registrar a maior queda, de 12,94%, com o quilo recuando de R$ 5,41 para R$ 4,71 graças à intensificação da colheita da safra de inverno e consequente ampliação da oferta regional. Também recuaram os preços do café (4,12%), do feijão (1,25%) e da margarina (1,17%). Contudo, a diminuição nesses quatro itens não foi suficiente para amortecer o impacto dos aumentos generalizados na média ponderada da cesta básica local.

O reflexo econômico dessa alta atinge diretamente o orçamento das famílias de Toledo, elevando o custo da cesta familiar — calculada para dois adultos e duas crianças — de R$ 1.984,05 para R$ 2.069,40 em agosto. Com o salário mínimo nacional fixado em R$ 1.621,00, a pesquisa da Unioeste evidencia uma situação alarmante para o poder de compra da população: descontada a previdência, o salário mínimo líquido de R$ 1.499,43 torna-se insuficiente para suprir apenas as necessidades alimentares do núcleo familiar, comprometendo cerca de 138,01% da renda e deixando claro o desafio enfrentado pelos trabalhadores locais diante do custo de vida na região Oeste do Paraná.

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